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março 28, 2005


Nacional


Programa do Governo Confirmam-se preocupações Conforme assinala o CC e o debate do programa do Governo demonstrou, confirmam-se as preocupações do PCP de que a vitória do PS não garante uma efectiva mudança de política. Entretanto, a intervenção da Polícia na Bombardier é sinal de que a luta por uma nova política tem de continuar. leia mais em www.avante.pt

Publicado por FDecqMota em 02:52 PM | Comentar (0)

Internacional


Duas caras dos Estados Unidos

John (War) Bush tem novo representante diplomático nas Nações Unidas. Trata-se de John Bolton. Dito assim, talvez não signifique muito, mas vejamos «o que» está por detrás deste crítico pertinaz dos organismos multinacionais.
Para o New York Times [1] é simplesmente «uma escolha terrível num momento crítico». Primeiro que nada, estamos perante um diplomata convencido de que todas as questões internacionais se resolvem facilmente: basta que os Estados Unidos debatam com... os Estados Unidos.

A sua opinião sobre a ONU não deixa dúvidas: «Se tivéssemos que refazer o Conselho de Segurança hoje, eu teria um só membro permanente porque é isso que hoje reflecte realmente a distribuição do poder no mundo» [2]. Reperguntado pelo entrevistador, Bolton esclareceu, com todas as letras do alfabeto, que esse membro seria os Estados Unidos.
Sobre os compromissos do seu país com a ONU também tem ideias claras. Numa coluna do Wall Street Journal (1997) escreveu que os EUA não estão legalmente obrigados a pagar os seus compromissos com a organização. «Os tratados são ‘lei’ só para os propósitos internos dos Estados Unidos». Quando se refere a «operações internacionais, os tratados não são mais do que obrigações políticas».

Quanto ao Tribunal Internacional de Justiça: Justiça? O que será isso?, parece perguntar-se John Bolton. Estávamos em 2000 quando, numa reunião com a Comissão de Assuntos Internacionais do Congresso, espantou os assistentes com a afirmação de que o TIJ era um «ideal abstracto de um sistema internacional de justiça não apoiado por nenhuma evidência significativa e que ia contra os princípios mais sólidos da solução de crises internacionais».

Bolton também tem ideias sobre a China. O colosso do Oriente, que todos – incluindo a CIA – vêem como um concorrente formidável dentro de poucas décadas, não é problema para ele. Muito menos o é Taiwan, um tema tão sensível para a China, lembra o NYT, que pelo mesmo já ameaçou começar uma guerra. Num artigo publicado em The Weekly Standard, Bolton adianta como faria: «O reconhecimento diplomático de Taiwan é precisamente o tipo de liderança que necessitam os Estados Unidos (...) A ideia de que a China responda com a força é uma fantasia...».

No mesmo ano de 1999, o homem disse a The Angeles Times que uma política mais sólida dos EUA deveria «deixar claro à Coreia do Norte que nos é indiferente se temos ou não relações diplomáticas ‘normais’ com eles e que isso é totalmente do seu interesse, não de nosso».

Com um certo humor negro, mais britânico do que norte-americano, o NYT termina concluindo que John Bolton «fará, sem dúvida, um excelente trabalho dando continuação à charmosa ofensiva da administração Bush contra o resto do mundo».
O mundo que se cuide.

A nossa esperança é a ruína dos EUA

Com 50 romances e ensaios às costas, Vidal Gore, já a caminho dos 80, é uma das vozes mais lúcidas do país de Walt Whitman. Claro, vive há mais de 30 anos na
Europa, ainda que seja de família abastada e até primo de Al Gore, o mesmo que
foi roubado nas presidenciais de 2000.

Numa entrevista ao Jornada [3], um pouco antes das eleições de 2004, afirmou que Bush controlava todos os meios de comunicação. «A CNN, disse, é uma tribuna da Casa Branca, o Washington Post, o New York Times, todos apoiam a política de
Bush no Iraque (...) A ‘guerra preventiva’ é um conceito fascista, mencionado pela primeira vez em 1949. Para alguém que acredite na democracia, a política de confrontação do governo dos Estados Unidos é um horror».

Ao longo dos anos, lembra, os «Estados Unidos cometeram muito erros. Lançaram uma guerra contra o México para se apropriar da Califórnia. Nas Filipinas, matámos 200 mil pessoas com o pretexto de libertar o seu território da Espanha. Fizemos coisas terríveis, mas o que tem feito este pequeno presidente empalidece tudo o que foi feito antes».
Quando a maldade se une à ignorância, a situação agrava-se. «Já tivemos muitos presidente bobos, mas Bush nem sequer sabe ler bem. Apenas pode pronunciar um discurso que chame à guerra. Não consegue discernir claramente nenhum pensamento, muito menos formulá-lo. Pelo menos nisto é representativo. Muitos estudantes norte-americanos não sabem ler.»

Será que ainda fica alguma esperança? Gore Vidal é um tanto céptico. «A única esperança seria que os Estados Unidos caíssem na falência. Ao nosso país também se lhe acaba o dinheiro. Aposto que, dentro de um ano, estaremos tão falidos que já não poderemos pagar os impostos para compensar o nosso défice orçamental».
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[1] Editorial de 9 de Março de 2005.
[2] Entrevista a Juan Williams.
[3] Publicação mexicana



Publicado por FDecqMota em 02:45 PM | Comentar (0)

O novo desafio para a juventude Açoriana


View image A JCP Açores, muito em breve vai apresentar o novo projecto para a juventude Açoriana. Fica atento em www.jcpacores.blogs.sapo.pt

Publicado por FDecqMota em 02:35 PM | Comentar (0)

8.º Congresso Regional dos Açores


View image Jerónimo de Sousa participa, nos próximos dias 2 e 3 de Abril, no oitavo Congresso Regional dos Açores do PCP. Para além do secretário-geral, participa ainda o membro da Comissão Política e do Secretariado do Comité Central, Jorge Cordeiro. Delegações da Juventude Comunista Portuguesa e da Organização Regional da Madeira do PCP marcarão também a sua presença. A preparação do Congresso está a decorrer já por toda a região, com a realização, na passada semana, de nove assembleias plenárias em cinco ilhas do arquipélago para eleição de delegados, bem como para debate dos temas a discutir e aprovar no Congresso. Nas restantes ilhas, as assembleias realizam-se nos próximos dias. Há três documentos em debate. Um primeiro contendo uma relação de temas a discutir pelas organizações, um segundo intitulado «Agir e organizar para aumentar a influência do PCP nos Açores» e um último, contendo as propostas para a região, com o lema «Pela democracia e pela justiça social». As assembleias plenárias – 20 no total – elegerão cerca de 75 delegados, aos quais se somam 23 delegados por inerência. No Congresso, que se realiza no Centro Municipal de Cultura de Ponta Delgada, serão decididas as linhas de intervenção do PCP na região e será eleito o próximo organismo de direcção regional dos comunistas açorianos. A direcção regional lançou, na fase preparatória do Congresso, uma campanha de fundos.

Publicado por FDecqMota em 02:08 PM | Comentar (0)